23 Maio 2012

O segredo para emagrecer pode estar em uma proteína

Calor. A palavra-chave para controlar a obesidade pode estar em aquecer o corpo. Não com sol ou com roupa, mas sim colocando o chamado “tecido adiposo castanho” a trabalhar de forma mais intensa para dissipar a gordura na forma de calor. Para isso, segundo um trabalho da Universidade de Santiago de Compostela, do investigador português Luís Martins, é necessário dar ao cérebro uma proteína óssea.



Bmp8b (ou proteína morfogenética óssea 8b) é o nome da proteína identificada pelo grupo de investigação de NeurObesidade desta universidade espanhola no âmbito do doutoramento de Luís Martins e que foi agora adaptado e publicado na edição deste mês da revista científica Cell.

Segundo explicou Luís Martins, nos últimos quatro anos o grupo conduziu uma experiência laboratorial em ratos e ratinhos que foram submetidos a uma alimentação muito rica em gorduras. “Verificámos que os animais que não tinham o gene desta proteína engordaram mais rapidamente do que os outros”, disse. Tiveram também mais dificuldade em controlar a temperatura corporal.

Questionado sobre se está ultrapassado o "mito" de que o tecido adiposo castanho só existia nos bebés e crianças, o investigador assegurou que “cada vez há mais evidência científica de que existe este tipo de tecido nos adultos, ainda que em menos quantidade e mais disperso”. Luís Martins esclareceu que o tecido castanho não armazena lípidos e que, pelo contrário, “utiliza a chamada gordura branca ou normal para produzir energia” que se dissipa na forma de calor – um fenómeno que se denomina “termogénese” e que tem influência na regulação da temperatura do corpo e ajuda a queimar calorias.

Daí que, prosseguiu o investigador, a solução para controlar alguns casos de obesidade possa passar por aumentar a actividade do tecido adiposo castanho que, no máximo, elevará a temperatura corporal em 1º Celcius, o que não deverá gerar desconforto. “Na nossa investigação injectámos no cérebro dos ratos e ratinhos a proteína e esta mostrou-se eficaz, mas é um método desconfortável e seria importante desenvolver uma técnica que por uma via mais periférica conseguisse fazer chegar a Bmp8b ao cérebro ou mesmo ao tecido adiposo castanho”, acrescentou.

Luís Martins salientou que esta não é a primeira proteína a mostrar estes efeitos. Porém, a Bmp8b revelou, pela sua forma de actuação, muito menos efeitos secundários noutros órgãos. Esta proteína actua no cérebro, mais concretamente no hipótalamo, uma zona que tem um papel fundamental na regulação da energia e que faz a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino.

Outros estudos com outras proteínas acabaram por esbarrar, por exemplo, em problemas cardiovasculares que faziam com que os riscos ultrapassassem os benefícios. Por outro lado, o investigador concretizou que esta proteína tem a capacidade de colocar o tecido castanho a consumir mais energia do tecido branco sem aumentar o apetite. “É aumentada a actividade do metabolismo mas sem indução da vontade de comer”, explicou.

O estudo surge no mesmo mês em que um relatório da Organização Mundial de Saúde veio alertar para o aumento da obesidade a nível mundial, sendo que em todas as regiões do mundo a obesidade duplicou entre 1980 e 2008.

Hoje 500 milhões de pessoas são consideradas obesas, ou seja, 12% da população mundial. A América é o continente com mais gordos (26% dos adultos), ao contrário dos asiáticos, que surgem no final da tabela. Em todo o mundo, as mulheres têm mais tendência para ser obesas do que os homens e, por isso, correm mais riscos de vir a ter diabetes, doenças cardiovasculares e cancro. Portugal não é excepção: a obesidade atinge 20,4% dos homens e 22,3% das mulheres com mais de 20 anos.

Fonte: Público

14 Maio 2012

Óleo de coco pode não fazer o que promete

O óleo de coco, tão em moda por prometer emagrecimento rápido e sem esforços, pode não fazer o que promete.



É o que afirma, na matéria publicada pelo site Viva Bem, o Dr. Márcio Mancini, endocrinologista e chefe do Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
“A substituição de algumas colheres de sopa do óleo de soja, por exemplo, por óleo de coco no cozimento dos alimentos pode trazer discretos benefícios em relação ao nível de LDL (colesterol ruim) e triglicérides, com discreta redução, assim como um ligeiro aumento no HDL (colesterol bom). No entanto, no caso das cápsulas, a quantidade é tão pequena que não vai fazer nenhuma diferença”.
 Segundo o médico os estudos que comprovam a eficácia do óleo de coco são inconclusivos e sua recomendação para quem precisa emagrecer um pouco é reduzir gordura e açúcares na alimentação e para quem precisa emagrecer mais de 10kg o ideal é procurar um médico.

12 Abril 2012

Restrições à sibutramina pela ANVISA aumenta a burocracia e pode prejudicar prevenção da obesidade

As restrições à sibutramina pela ANVISA aumenta a burocracia e pode prejudicar a prevenção da obesidade, foi isso que constatei hoje ao tentar ser atendida pelo endocrinologista do meu plano de saúde.

São inúmeros os posts neste blog onde trato sobre o assunto da tentativa de proibição da venda da sibutramina no Brasil e as restrições impostas aos médicos para receita-la. Só para recordar eu, assim como os maiores nomes da medicina ligados ao tratamento da obesidade, dentre outros profissionais da área da saúde somos a favor do uso da sibutramina, um medicamento que, ao contrário do que diz a ANVISA, é seguro e eficaz.

É fato que as pessoas buscam formas mais fáceis para emagrecer do que a reeducação alimentar e o exercício, é fato que são resistentes às mudanças de hábito de vida e vêem nos remédios a solução para o problema, a pílula mágica. Isso não é verdade, remédios ajudam sim, mas não podem ser tomados a vida toda e tão pouco fazem milagre. Cabe ao endocrinologista decidir quando a medicação para emagrecer se faz necessária, geralmente quando o paciente é obeso e com doenças associadas.


O que aconteceu comigo

Nos últimos três anos engordei muito, foram 20 kg no total, como era muito magra passei da condição de peso normal para sobrepeso, quase obesa. As causas de ter engordado assim foram diversas e o stress vivido no último ano por conta de problemas de saúde na família que culminaram com o falecimento da minha mãe foram a gota d'água. Procurei um endócrino pois precisava de parâmetros para iniciar o meu tratamento, precisava fazer exames, inclusive para descartar a possibilidade de alguma disfunção. 

A primeira consulta foi perfeita, o médico ouviu meu histórico e pediu todos os exames. Com ele em mãos começaram os problemas. Não consegui agendar retorno com o mesmo médico pois a data mais próxima levaria três meses e meus exames, que tinham pequenas alterações, não valeria mais de nada.

Conforme orientação da central de marcação de consultas (DIX) eu poderia me consultar com qualquer outro médico, pois era indiferente. Um absurdo! Todos sabemos a importância da continuidade do atendimento, pois ainda que o médico tenha dificuldades para se lembrar de mim e vá consultar as anotações no sistema, cada profissional tem sua forma de atender, e isso evita, inclusive, possíveis discussões que esbarrariam na ética.

Sem opção passei com outro endocrinologista que me tranquilizou quanto às pequenas alterações e afirmou que não poderia me tratar/orientar, pois eu não apresentava nada sério, que necessitasse medicação. Que para emagrecer eu seria encaminhada para a Clínica de Emagrecimento e Cirurgia, pois todo mundo que quer emagrecer quer remédio e ele não podia receitar. Como assim?????

Traduzindo, eu precisaria estar doente, por exemplo, com diabetes ou dislipidemia para que o plano permitisse o atendimento pelo endocrinologista. Como eu quero emagrecer preciso passar pela tal clínica, ocorre que não sou obesa e meu tratamento é preventivo, não preciso de remédio!

O que eu precisava era dos exames e de um encaminhamento para nutricionista, já que sou profissional de educação física e dos exercícios cuido eu! (Se eu não fosse deveriam indicar procurar uma profissional da área). Simples assim!


Burocracia pode prejudicar prevenção e fomentar o aumento da obesidade

A tal Clínica de Emagrecimento e Cirurgia, consiste em palestras com médicos e nutricionistas por 12 meses. E é obrigatória para qualquer pessoa que quer emagrecer e tem o meu convênio (DIX).

Entendo da importância de esclarecer a população quanto aos hábitos de vida e inclusive ministro palestras sobre o assunto. Programas como esse são cabíveis na rede pública, mas na rede particular deveriam ser opcionais. Quantas pessoas hoje, dispõe de tempo para isso? Me pergunto quanto deve ser a taxa de desistência nesse tipo de programa, na rede particular. Quem paga tem o direito a um atendimento individualizado, no horário que lhe for mais conveniente.

Eu sei o que tenho que fazer, além de brigar pelo meu direito no convênio, vou buscar um(a) nutricionista, mudar algumas coisas no meu treino e como meus exames estão praticamente sem alterações os resultados virão e em menos de um ano! E quem não dispõe desse tempo, não tem a mesma formação que eu e não recebeu orientação do médico assim como eu? Espera engordar mais, desenvolver alguma doença associada para conseguir ser atendido pelo convênio? Que prevenção é essa?

Com as restrições da ANVISA criou-se um efeito em cascata, no final seremos mais prejudicados do que ajudados e a médio prazo as estatística irão provar o que estou dizendo. A pressão para não receitar um medicamento seguro e eficaz e mecanismos para suprir o déficit gerado no tratamento, como esse criado pelo meu convênio, onde pessoas que buscam a prevenção são colocadas no mesmo pacote que pessoas obesas e obesas mórbidas, farão com que haja um aumento nos casos de obesidade.

Taxa de obesidade aumenta no Brasil em 2012

A taxa de obesidade bateu recorde histórico no País. Novo estudo do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (10/04) mostra que o índice alcançou a marca de 15,8% da população, cerca de 30 milhões de pessoas. Na última pesquisa - referente ao ano 2010 - eles somavam 15%. Em 2006, a porcentagem era de 11,4%.

As mulheres superam ligeiramente os homens nesta estatística. Entre elas o índice de obesidade é de 16% e neles a marca chega a 15,7%. Além da obesidade, também foram divulgados os números de sobrepeso, quando os números da balança estão em desacordo com a altura (Índice de Massa Corpórea - IMC - maior do que 25). Esta condição já aproxima o risco de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares e afeta quase metade da população, 49% do total.

O número cresce em média um ponto percentual por ano. Os homens, nesta categoria de sobrepeso, são os que mais estão acima do peso. Em 2006 eles representavam 47% da população, mas em 2011 o número cresceu para 52%. No sexo masculino, o problema começa cedo, revela o estudo. Na faixa dos 18 aos 24 anos, 29,4% já estão acima do peso. Entre elas, 45% apresentam IMC alto contra 39% em 2006, alta de seis pontos porcentuais.

“Agora é hora de reverter essa tendência se não quisermos chegar a patamares como os da Argentina, Chile e Estados Unidos”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que disse ser preciso evitar uma "geração de obesos".

O estudo é chamado de Vigilância de Fatores de Risco (Vigitel). Para chegar ao raio-X da obesidade, pesquisadores do Ministério ouviram, por meio de um inquérito telefônico, 54.144 pessoas, entre janeiro e dezembro do ano passado.

 Todos os pesquisados são maiores de 18 anos e moradores das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal.

Escolaridade 

A pesquisa demonstrou a forte ligação entre escolaridade e excesso de peso. Mais da metade (52%) da população com menos de oito anos de estudo está acima do peso. O número cai para 47% entre quem tem mais de 12 anos de estudo. A escolaridade, no entanto, tem efeito contrário quando o recorte é feito por sexo. Entre os homens mais escolarizados (mais de 12 anos de estudo), 60% estão com excesso de peso e 17% estão obesos. A taxa cai para 51% e 16% entre os menos escolarizados.

Com as mulheres, o fenômeno é inverso. Quanto mais escolarizadas e, segundo o ministério, com mais acesso a informação, mais magras são elas. Entre aquelas com mais de 12 anos de estudo, 35% estão fora do peso ideal e 20% obesas. O número sobe para 52% entre as menos escolarizadas.

Porto Alegre é a capital com mais pessoas acima do peso: 55%. Fortaleza aparece em segundo lugar, com 54% de prevalência. Duas capitais, Palmas e São Luiz, são as que tiveram menor número de pessoas com excesso de peso: 40% da população.

A obesidade é mais frequente em Macapá e Porto Alegre, com 21% e 20%, respectivamente. Novamente a capital do Tocantins, Palmas, aparece como a cidade com menos obesos (12,5%), seguida por Teresina (13%) e São Luís (13%).

Fonte: 180graus

23 Março 2012

Caminhar diminui a predisposição genética para obesidade

Passar muitas horas à frente da televisão pode agravar a tendência genética para a obesidade, embora esse efeito possa ser reduzido para metade através de uma caminhada vigorosa de meia hora por dia, sugere um estudo da Harvard School of Public Health, citado pelo ALERT Life Sciences Computing.

“Enquanto que estudos anteriores se debruçaram em como a actividade física afectava a predisposição genética para a obesidade, este é o primeiro estudo que analisa o efeito directo do comportamento sedentário no índice de massa corporal (IMC), nos indivíduos com predisposição genética para a obesidade”, revelou em comunicado de imprensa o autor do estudo, Qibin Qi.


Para este estudo os investigadores contaram com a participação de 7.740 mulheres e 4.564 homens, os quais fornecerem informações sobre a prática de actividade física e visualização de televisão, dois anos antes de analisarem o seu IMC.

Os investigadores calcularam a predisposição genética para a obesidade tendo por base 32 genes conhecidos por aumentar o IMC. O estudo apurou que cada um dos genes estava associado com um aumento de cerca de 0,13 kg/m2 do índice de massa corporal. Contudo, esse efeito era menor para as pessoas que tinham níveis mais elevados de actividade física. Adicionalmente foi também constatado que, o efeito genético no IMC foi mais pronunciado nos indivíduos que passavam cerca de 40 horas, por semana, a ver televisão do que para aqueles que despendiam apenas uma hora ou menos por semana.

Os investigadores verificaram que caminhar uma hora por dia, de forma vigorosa, estava associada com uma redução de 0,06 kg/m2 do efeito genético no índice de massa corporal e que cada duas horas a mais a ver televisão estava associada com um aumento de 0,03 kg/m2 do efeito genético no IMC.

Os autores do estudo concluem assim que uma maior actividade física atenua a predisposição genética para o aumento do IMC, enquanto que uma vida sedentária acentua os efeitos genéticos no IMC. Os resultados sugerem que tanto o aumento da actividade física como a diminuição dos comportamentos sedentários podem influenciar a predisposição genética para a diminuição do IMC.

Hotwords

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin